por F. Morais Gomes

16
Set 10

Existe em Sintra, logo à entrada da Estefânea uma antiga garagem, hoje em ruínas, e que até abateu recentemente, que,para além do mau aspecto que dá logo na entrada da Vila e em ponto visualmente destacado,poderia ser equacionado como futuro espaço multiusos ao serviço de agentes ou produtores culturais locais.Deixa-se uma sugestão:porque não adquire a autarquia,ou contratualiza por qualquer forma a ponderar, a recuperação do espaço para aí alocar, mediante contrato-programa ou protocolo, associações ou empresas na vertente das indústrias criativas, em regime de parceria e com isso potenciar sinergias para novas centralidades culturais ao serviço dos sintrenses, em particular?

Dadas as dimensões do local, poderia ficar assegurado espaço para estacionamento, auditório, estúdios de trabalho, área administrativa, e cyber café,num sistema partilhado de despesas e receitas, podendo um sistema de fund raising ser aplicado para o auto governo do local.A Cultura em Sintra poderia pois aparcar ideias num novo e renovado silo de conhecimento(s)

publicado por Fernando Morais Gomes às 13:11

Meu Caro Fernando Morais Gomes,

Antes de mais, os mais sinceros parabéns a mais este serviço que o meu amigo abre à comunidade. Ao contrário do que, tão ligeiramente, muita gente dá a entender, um blogue com as características que o Fernando tem habituado, dá imenso trabalho e, a par de outras iniciativas afins, constitui um verdadeiro serviço cívico que cumpre respeitar e saudar calorosamente.

Mais especificamente, quanto ao tema do seu artigo, vai desculpar que comece por lembrar tratar-se de um assunto que me tem ocupado algumas horas de reflexão, traduzidas numa série de textos publicados quer no Jornal de Sintra quer no blogue sintradoavesso. Como mero título de exemplo, limitar-me-ia a pedir-lhe licença para recordar Sintra Garagem, I, II, III e IV, publicados, rerspectivamente, em 16, 20, 21 e 22 de Abril deste ano, onde veiculo ideias muito afins das que li no seu escrito de ontem.

Numa altura em que, escandalosamente, a CMS se prepara para adquirir a Quinta do Relógio, permitindo-se recorrer ao crédito para um projecto sem definiçõe, que consumirá, durante dezenas de anos, os recursos dos munícipes, impor-se-ia fazer frente, avançando com a alternativa da Sintra Garagem que tal como o Fernando e eu afirmamos, pode constituir um polo cultural do maior interesse.

Bom será que os Senhores Deputados Municipais metam bem a mão na consciência, antes de sacarem o dinheiro aos munícipes para aquisições sem a mínima pertinência, quando um edifício destes, no local em que está, poderia satisfazer as necessidades de um alargado número de munícipes, especialmente da camada jovem.

Tal como escrevi nos textos mencionados, continuo a pensar que seria necessário promover um movimento afim desta iniciativa. Como poderemos dar corpo à ideia?

Um grande e cúmplice abraço

João Cachado

João Cachado a 17 de Setembro de 2010 às 19:15

Abate-se sobre o meu ser uma profunda revolta quando penso no património edificado de Sintra como é com o exemplo apresentado excelentemente pelo Fernando.

Há-que libertar os fantasmas que vivem entre aquelas ruínas, há-que nobilitar as fundações da história sintrense, há-que findar o cemitério vivo de património morrente!!! Vamos Senhores! Por quê esperar por novos magnatas para ressuscitar a alma e a alegria de um local por si repleto de riqueza e abundância de natureza, história e juventude ciente?

Há-que motivar os sintrenses, há-que apelar de viva voz às suas consciências, ao seu abandono e desinteresse continuado pela Cultura de que todos fazemos parte e que todos devemos criar e partilhar.

Contem comigo: eu próprio botarei nova argamassa nas paredes tristemente abandonadas pela ignorância do tempo.

Abraço de Luz
Filipe de Fiuza a 17 de Setembro de 2010 às 21:09

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