por F. Morais Gomes

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Jan 12


Era uma vez um mouro nascido na terra das amendoeiras, vagamente marafado à nascença, foi pelo pai ainda jovem mandado a estudar na madrassa, contas e álgebra foram a vocação. Alto e esguio, tímido e encavacado, um dia partiu para o grande bazar, onde se dedicou à banca. Legumes, frutos, amêndoas, de tudo vendia o jovem, mouro de trabalho, poupando para o futuro , professor mais tarde na madrassa onde antes estudara.
Estando o Emirado dominado pelos almorávidas, indo passear um camelo novo,anunciou a jihad, ele que nunca se enganava e raramente tinha dúvidas, e pregando a guerra santa chegou a emir. Allah u akbar!- gritou quando  de cimitarra em punho entrou no Palácio de Al Sanbent, perto da Grande Mesquita, seguido pelas tropas do Crescente Laranja.
Como emir fez obras, mas, mandado pelo Califado, mandou arrancar as amendoeiras e figueiras, fez estradas por todo o lado, mandou encostar os barcos e vender o gado, deu trabalho porém e os muezzin do minarete chamavam por ele como se o próprio Profeta fosse, senhor do Islam e pavor dos infiéis kafir , para ele nada mais que camelos.
Cansado, e tendo-se retirado dez anos, entendeu, ouvida uma moura encantada, voltar à Cidade Santa, para aplicar a sharia, mas os tempos haviam mudado e teve de o fazer com o vizir almorávida Youssuf El Socas, um estudioso de Filosofia e chefe das tribos do norte. Disputando a interpretação do Corão, deixou que se esbanjassem os dinares, obrigando a que enviados pelo Califado, três reis do Oriente chegassem trazendo ouro, incenso e mirra.
Envelhecido e agastado, Al Zeimer arrasta-se hoje, sem dinheiro nos cofres nem tâmaras na tenda, sem primavera árabe, resta-lhe o inverno em Bulik Eime,  se a isso os reis magos obrigarem e os dinares chegarem, na Coelha, se ao coelho dos três reis trocar os passos. A História guardará de Al Zeimer a memória de Ali Babá, que abrindo a gruta com palavras mágicas, logo, qual bolo-rei, se deixou levar por quarenta ladrões. Salam’alek, Al Zeimer, emir de Bulik Eime, senhor do Gharb Al Andaluz!

publicado por Fernando Morais Gomes às 20:38

É bom para rir e esquecer que há tantos Portugueses tão cegos que não viram, quando votaram nele, que estavam a eleger um homem muito perigoso, devido à sua pouca inteligência. Tem esperteza, lá isso tem, mas inteligência, coitado. Gosto de pensar que um tirano como Salazar, tirano mas homem culto e inteligente, não daria a este indivíduo mais do que um posto de adjunto de subsecretário de Estado, encarregado de gerir os golpes baixos de que qualquer tirano precisa para se aguentar no poder.
Jorge Menezes a 24 de Janeiro de 2012 às 00:46

Sim mas vejamos tudo está correcto, povo e cego está muito bem, estamos em terras de Camões, aliás basta-lhe um olho e já é rei. Coitado do rapaz o que nós bananas falamos de tão nobre inteligencia, tão somente aquele que fala de nós Portugal como o país de maior zona economica exclusiva (mar), pois o problema é que foi o outro Cavaco que ofereceu esse tal mar entre muitas noutras como o que eu ouvia em pequenino "O celeiro da Europa, O Alentejo", pronto ok, quanto ao bando que o rodeou a essa altura esses sim eram malandros, estão todos rodeados de polémicas com libertinagens aos dinheiros do povo mas ele coitado que não teve nada a ver com isso!!! Tenho dito, desculpem os mais sensiveis.
Carlitos a 28 de Janeiro de 2014 às 16:16

De:

Data:
5 de Março de 2013 às 21:13


Bom bom! um verdadeiro épico.
filipe a 24 de Janeiro de 2014 às 15:56

Permita que lhe corrija uma pequena coisa! Nunca confundir o crescente pela estrela! Silva de seu nome.
Obrigado.
alexandre da luz mendes a 24 de Janeiro de 2014 às 21:01

Um homem que foi programado com uns al-goritmos mal calculados. Parabens pelo post!
agostinho rodrigues a 28 de Janeiro de 2014 às 14:06

irei mais, timido e envergonhado coitadinho vejam bem o que teve de enfrentar na sua grande vergonha ao expor as suas dificuldades financeiras, mesmo assim apelo á união entre vós. Vós? pois os outros, aqueles, o povo miserável de olho tapado, não fossemos nós de terras de Camões.
Carlitos a 28 de Janeiro de 2014 às 16:09

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